segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O reinado do filho ÚNICO

Desde que o Gustavo nasceu, adotei a filosofia do filho único! A parte chata é que a nossa cultura impõe filhos, muitos filhos, cobrando até da criança os "famosos" irmãos. Ainda bem que essa cultura vem mudando e hoje ser filho único pode ser saudável. É o que tenho lido em algumas matérias como a da revista "Isto é" a e do site "Guia do Bebê"

Vejamos o que diz a matéria do site:

Filho único, vantagem ou desvantagem?

Muito se fala sobre o comportamento mimado, egoísta e genioso da criança que é o único fruto de um casal. Isso pode ser considerado um mito em um mundo onde as famílias que optam por ter apenas um filho crescem cada dia mais.

Quanto maior poder aquisitivo, maior o número de casais que escolhem por ter apenas um filho pensando em satisfazer as necessidades da criança. A idéia é coloca-lo em uma boa escola e um bom plano de saúde, que estão cada vez mais caros, além de aulas extras como natação e inglês. Soma-se isto a opção da mulher a ter um filho mais tarde para priorizar a profissão.
O capricho, a geniosidade e o egoísmo podem aparecer tanto em uma criança que é filha única ou que tenha irmãos. Esse perigo é maior nos filhos únicos porque os pais não têm com quem dividir os excessos.
Tudo é para uma única criança. E é esse excesso que prejudica. Mas que fique claro: não é regra que todo filho único vai ser chato, mimado e egocêntrico. Depende sobretudo da educação dos pais.
Isso mesmo! Depende da educação dos pais. Nada pode ser em excesso. Carinho, limites, atenção, brinquedos, amor e proteção devem ser tudo equilibrado. Não é todo passeio ao shopping que tem que terminar em um brinquedo novo. Não é porque você trabalhou o dia todo e teve pouco tempo para o seu filho que deixará que ele faça tudo o que quiser.
A criança precisa ter regras e limites, mas sem deixar de dar amor. Carinho e atenção não estão embutidos dentro de um presentinho.
Muitas mamães ficam preocupadas quanto à socialização do filho único. Explica-se: A criança, neste caso, não terá um irmão para dividir a vida infantil. Seus amiguinhos de escola costumam ser as referências. Por nem sempre conhecer o estilo e conduta dos amiguinhos do filho, a mãe teme pelo futuro de seu pequeno. Normal.
Mas estudos destacam que filhos únicos criados de forma equilibrada e sem excessos crescem sem problemas de convivência.

Argumentos - Uma realizada pela da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, e publicada na revista científica Pediatrics, avaliou 13 mil estudantes do ensino fundamental e médio e descobriram que o fato de não ter irmãos não atrapalha as habilidades sociais de um adolescente. As crianças se socializam bem tanto na escola, fora e atividades extras.
Outro estudo feito há mais tempo foi realizado no Brasil, publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria (Volume 26, nº1), não aponta diferenças significativas entre crianças com irmãos e filhos únicos. Na questão dos filhos únicos serem mais maduros por conviverem mais só com adultos não apareceu já que a preocupação com futuro e vestibular foi semelhante.
“Contrariamente à impressão de que os filhos primogênitos ou únicos tendem a ser diferentes dos demais, neste estudo não se detectaram diferenças entre filhos únicos, primogênitos e não primogênitos quanto ao relacionamento com os pais, presença de namorada e prática de esportes”, garantem os pesquisadores.
Não tenham medo de escolher a opção de ter só um filho. Bom exemplo e atitudes sem exageros garantem que o filho único tenha uma vida normal como qualquer outra criança. O excesso de mimo parte dos pais, avós e demais grandinhos. A criança é um reflexo disso.
Bruno Rodrigues

Hoje em dia ter apenas um filho virou uma maneira de criar melhor. Hoje não tenho condições financeiras, emocionais e nem tempo de dar a outro filho tudo o que quero dar ao Gustavo. Quero proporcioná-lo uma boa escola, bons cursos, boa faculdade, bom plano de saúde, amor, carinho e, principalmente, meu tempo (artigo precioso hoje em dia!). “Melhor um bem criado do que 2 ou 3 necessitados.” Necessitados não só de coisas materias, mas, fundamentalmente, de estrutura emocional. Essa história de quem cria 1, cria 2, 3, 4... é balela... talvez funcionasse antigamente, mas no mundo "louco" que vivemos hoje em dia, não se aplica!

Ter filho único não é fácil como parece não, é preciso dosar diariamente os limites para que a criança não fique a vontade e vire um reizinho insuportável, é preciso dosar a superproteção, porque se temos apenas um filho coisas surreais passam pela nossa cabeça (não precisa ser mãe de um só pra saber o que se passa na cabeça, basta ser mãe), só que com filho único a vontade de proteger é potencializada. Então é preciso tomar cuidado para que o excesso de cuidados não prive a criança de viver de forma saudável.

Como ter apenas um filho facilita na hora das compras é preciso saber que não se pode encher uma criança de presentes, que não se pode dar tudo de mão beijada. Por ser filho único, o Gustavo recebe muito mais incentivo emocional e financeiro do que ele receberia se tivesse mais irmãos. Então precisamos fazer com que ele conquiste as coisas e não simplesmente as receba sem ter a consciência do trabalho, tempo e dinheiro que estão por trás.

Existem outras formas da criança ter uma vida social e aprender a compartilhar sem ter irmãos. Existem os amigos, os primos e os vizinhos…

A "ISTO É" mostra que filhos únicos têm mais chances de serem bem sucedidos por causa da intensidade do investimento emocional e financeiro. Criar um filho é bem caro, na mesma revista diz que criar um filho da gravidez aos 23 anos custa mais de 400 mil reais. O fato é que as famílias têm diminuído e hoje ser filho único não é mais coisa de outro mundo. É possível criar apenas um filho e ele não um adulto extremamente egoísta. Afinal ninguém é egocêntrico e mimado por ser filho único e sim por não ter recebido a educação adequada. Moldar um ser humano não tem ligação com a quantidade de irmãos que ele tem e sim pela educação que ele recebe e o meio em que ele vive.

Enfim, sei que a decisão de ter um único filho me cobrará ainda mais atenção na educação do Gustavo para evitar esses estereótipos e fugir da regra. Se Deus quiser, conseguiremos criá-lo tão feliz, completo e educado como se tivesse irmãos... e os amiguinhos e amiguinhas vão ajudá-lo, né galerinha?!

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