terça-feira, 30 de março de 2010

Cortando (de novo) o cordão umbilical

Depois de intermináveis dias decidindo se devia ou não viajar com seu pai e deixá-lo "sozinho", resolvemos ir para o Rio... comecei a pensar em todos os detalhes para não te faltar nada (depois de você, viajar demanda muito mais preparativos). Falamos com seus avós paternos para ficarem com você (sua vó Sussu vai fazer um exame amanhã para poder se operar novamente), falamos com a Manu para ficar no feriado, fiz supermercado de suas coisinhas, fiz uma lista com sua rotina completa e ainda tentei gravar uns programas do Hi5 (não deu certo)!...mas o mais difícil me aguardava!
Só não foi pior porque me despedi de você hoje cedo, como de costume para você ir para a casa do vô Franzé e da vó Sussu - eles é que iam te deixar mais tarde na casa do vô Rubens e da vó Zilá. Não fui trabalhar e aproveitei o dia para tomar banho de lua, ajeitar o cabelo, arrumar as malas, fazer unhas... acabou passando tão rápido que tivemos que sair correndo para o aeroporto. Quando finalmente parei já dentro do avião, me bateu uma tristeza enorme, uma saudade de você, um remorso matador que quase saio "voada" do avião... Não há frase melhor que traduza a maternidade: "ser mãe é um eterno complexo de culpa!"... Chorei e passei o vôo todo pensando em você que cheguei a achar que ia estragar todo a viagem.
Chegando no Rio, falei com sua vó Sussu e seu pai falou com sua vó Zilá, as duas disseram estar tudo bem, e ai consegui começar a me acalmar e curtir mais seu pai e a viagem. "A dor é inevitável, o sofrimento opcional". Eu escolhi não sofrer...
Mas o que senti no momento em que me vi partindo para longe de você é difícil de explicar, é impressionante a relação de dependência que há entre mãe e filho, é como se aquele cordão umbilical que foi cortado no momento do parto ainda existisse de forma abstrata, mas muito real! Ambíguo, né?! Mas é assim a avalanche de sentimentos de uma mulher, principalmente uma mulher-mãe-esposa-filha... é muita gente para dar atenção, para não decepcionar... aff!
Bom, mas acho importante passarmos por isso desde agora, pois sei que devo criá-lo para o mundo, tê-lo como filho amado mas sabendo que pouco a pouco precisarás cada vez menos de mim e que um dia partirás para viver a tua vida, buscando teus objetivos... que espero que faças com a sólida formação que desde já estamos tentando te passar!
Que missão!
Até a volta, meu filho!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Um monte de "uns"... milagres

Está marcado na tirinha que conta sua idade ai em cima:
1 ano, 1 mês, 1 semana e 1 dia

Legal, né? Coincidência ou não, hoje também é o aniversário de 80 anos da sua bivó (fico devendo o 1 ai) e o outro aniversário da sua avó Sussu, que há 1 ano atrás nascia de novo, provando que milagres existem, que Deus é todo poderoso, que Jesus é misericordioso, que Maria é intercessora e que a fé realmente move montanhas e nos segura nos momentos mais difíceis da vida.


Há 1 ano atrás passamos todos por um momento muito difícil, que me fez abandonar de vez o nosso blog por um bom tempo: o AVC da sua avó. Eu com você tão pequeno e dependente de mim nos braços, tendo que dar de mamar e preocupada com sua vó... tendo que ficar acompanhando tudo a distância, sem poder estar mais presente, sem poder ser a força que tento ser para os outros. Sofri muito, mas ao mesmo tempo tinha uma certeza enorme, vinda de dentro de mim, que sua vozinha ia passar por essa prova. E hoje estou aqui, 1 ano depois, contando essa história de superação, esse testemunho de milagre, e te vendo amar cada vez mais a vozinha que Deus te deu!
AMÉM!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Pais Maus

Faço parte desse time com muito orgulho! Reconheço que julguei meus pais de "maus", reconheço que errei, reconheço a importância de ser "mau", reconheço que serei julgada por você e tenho esperança de um dia receber um "obrigado" seu, assim como digo hoje aos meus pais:
MUITO OBRIGADA!

Quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes: Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado e dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queremos pagar”.
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração. Mais do que tudo: Eu os amei o suficiente para dizer-lhes“não”, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso, e alguns momentos até me odiaram. Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estamos contentes, vencemos! Porque no final vocês venceram também!
E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães; quando eles lhes perguntarem se seus pais eram maus, meus filhos vão lhes dizer: “Sim, nossos pais eram maus. Eram os pais mais malvados do mundo.”
As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer pão, frutas e vitaminas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne e legumes. E eles nos obrigavam a jantar à mesa, bem diferente dos outros pais que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Eles insistiam em saber onde estávamos à toda hora. Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Papai insistia para que lhe disséssemos com quem iríamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
Nós tínhamos vergonha de admitir, mas eles “violavam as leis do trabalho infantil”. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruel. Eu acho que eles nem dormiam à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Eles insistiam sempre conosco para que disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata.
Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde. O papai, aquele chato, levantava para saber se a festa foi boa só para ver como estávamos ao voltar.
Por causa de nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa deles.
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo de tudo para sermos “PAIS MAUS”, como os nossos foram.


Dr. Carlos Hecktheuer
Médico Psiquiatra

segunda-feira, 22 de março de 2010

Findi básico com feriado!

O fim de semana começou na sexta com o feriado de São José. Não fizemos nada demais, só almoçamos nos seus avós paternos. Depois do seu lanche, dispensamos a Manu e ficamos nós 3 em casa. Dá mais trabalho? Dá! É mais gostoso? É!
Como sinto falta da minha privacidade, amo estar em família, só família!

No sábado, almoçamos de novo no seus avós paternos e à tardinha fomos dar um passeio na Praia de Iracema com seus tios Dadau e Leila e seu primo Guigui. O Guigui, desde que você nasceu, é meio reticente contigo... acho que é um pouco de ciúmes, pois antes de ser mãe, fui uma tia "afim" muito presente! Agora com você, não tenho mais tanto tempo e disposição para brincar com ele e ele sentiu falta disso. Mas nesse passeio ele se aproximou mais de você, correu e pulou junto e até aprendeu a ser mais destemido com você (vendo as ondas baterem nas pedras abaixo da ponte)! rsrs
Comemos pipoca (sim você adorou pipoca!), passeamos pela ponte, pelo calçadão de bicicleta e fomos cansados e felizes para casa!
Ah, detalhe: você dormiu nos seus avós! Foi bom para ir se acostumando... pois em breve ficará 5 dias por lá!Eu e seu pai tiramos uma folguinha, fomos jantar no Coco Bambu e dormir mais algumas horinhas do que o de costume.
Domingo de manhã, café na Plaza e correndo para te ver. Não consigo nem imaginar a saudade que vou sentir de você quando viajarmos na semana santa para o Rio!!! Uma noitizinha de nada já fico com o coração apertado querendo saber se você dormiu bem, comeu bem, não sofreu com nossa ausência... Aff, ser mãe é um eterno complexo de culpa! Para completar, você está super apegado a mim, às vezes se agarra nas minhas pernas, quer meu braço... ai ai!
À tarde, você ficou um pouquinho com sua madrinha tia Quel (na casa da amiga dela Viviane que tem trigêmeas) e nós fomos fazer supermercado. Depois te pegamos e fomos encerrar o findi na casa de sua bivó!

quarta-feira, 17 de março de 2010

1 ano e 1 mês!

Eu sei que geralmente depois que o bebê completa 1 ano, a gente não comemora mais o passar dos meses... Mas é impossível não lembrar que hoje você está fazendo 1 ano e 1 mês de vida, meu menininho!
Primeiro era recém-nascido, depois bebezinho, depois bebê, ai vira bebezão... e agora você já é o meu menininho... que já não anda mais: corre!... que já sobe em batentes e no sofá de casa, mas ainda não sabe bem como descer!... que come super bem, mas que continua com os mesmos 8 dentes de meses atrás!... que dorme bem a noite toda, mas que ainda dá umas acordadas de madrugada!... que conversa muuuuuito, mas para a gente entender mesmo, só "a bola" e "a pá" (aliás, você ver bola em tudo, ama uma bola)!... que já é bem independente, mas que começa a demonstrar um apego maior a mim!... que continua simpático, desde sempre!... e que é MUITO AMADO!

DESENVOLVIMENTO

Primeiro eu!
Parece que o mundo todo gira em torno do seu filho? Pois é, é exatamente isso que ele acha. Durante vários meses daqui para a frente, a criança vai pensar quase só em si mesma. É por isso que emprestar o brinquedo ou dividir a bolacha é tão difícil. Ela ainda vai ser egocêntrica assim por algum tempo. Basta você observar seu filho brincando junto com algum amiguinho. Dificilmente ele parecerá interessado em realmente interagir com a outra criança. Você, por outro lado, continua sendo a pessoa mais importante da vida do seu filho. Ele vai continuar exigindo bastante a sua presença -- principalmente agora que está começando a andar e a fazer com que você corra literalmente atrás dele o tempo todo. Por outro lado, ele já começa a passar alguns minutinhos sozinho, desde que consiga ver você.

Brincadeiras e medo
Brincar com seu filho o ajuda a desenvolver a capacidade de interagir com outras pessoas. Capriche em uma sessão de pega-pega, por exemplo. Outra boa brincadeira é pedir que ele aponte partes do corpo: "Cadê o umbigo?". Especialistas acreditam que esse tipo de jogo ajude a reforçar para a criança que ela é uma pessoa independente dos pais. Nessa fase, a criança pode demonstrar certa timidez ou até medo de estranhos. Esse tipo de nervosismo é bem normal, principalmente com pessoas que ele não conhece bem. Pense que ele está apenas mostrando que sabe a diferença entre quem conhece e quem não conhece, e que isso faz parte do desenvolvimento. Além de pessoas estranhas, seu filho pode começar a demonstrar medo de barulhos altos (do liquidificador ou do aspirador de pó, por exemplo), de água (da banheira, da piscina ou até da descarga do vaso sanitário) e de animais. Caso isso aconteça, respeite o medo dele, mesmo que isso signifique uns dias de "banho de gato", e aos poucos vá promovendo maior convivência com o motivo do medo. Vale transformar a coisa em brincadeira: se o medo é de cachorro, bata um papo com um cãozinho de pelúcia. Se é de liquidificador, deixe-o apertar o botão sob sua supervisão, para que ele se sinta importante.

Comportamentos imprevisíveis
Do nada seu filho, tão bonzinho, resolveu começar a gritar como um maluco? Ele está explorando o mundo, seus próprios órgãos e o poder que exerce sobre você. É assim que ele vai descobrir quais comportamentos são aceitáveis e quais não são. Você pode dar a ele uma chance de extravasar toda essa energia, como numa boa guerra de almofadas (leves, e num lugar onde não haja nada frágil). Massinha de modelar, de preferência antialérgica, é outro veículo possível para as explorações dele. De vez em quando, deixe-o brincar livremente na água: uma bacia no quintal ou até dentro do box vale, sempre debaixo dos seus olhos atentos. Talvez a disposição para comer também seja afetada. Se ele comia bem as sopinhas e papinhas, agora pode começar a recusar a "comida de gente grande". Fique calma, porque o apetite diminui mesmo um pouco nesta fase, muito porque seu filho está tão interessado em explorar o mundo que mal sobra tempo para pensar em se alimentar. E ele quer ter o poder de escolher o que vai comer.

Recusando colo?
Como assim? Tudo culpa do gostinho de liberdade! Agora ele já pode se locomover sozinho, seja engatinhando, seja andando, e não vai querer abrir mão desse direito. Mantê-lo no carrinho ou de mãos dadas num lugar cheio de gente pode ser especialmente difícil. As quedas serão inevitáveis, mas procure não se desesperar. Não dá para evitá-las totalmente, e andar em superfícies irregulares, como degraus (só um ou dois), areia ou tapetes, pode parecer perigoso, mas é um ótimo treino para os pés do seu filho. Uma boa idéia é fazer a seguinte brincadeira: você caminha na frente da criança e de repente finge ter tropeçado e cai no chão. Ela vai se divertir à beça com a comédia e perceberá que adultos também estão sujeitos aos tombos da vida. Sapatos ainda não são essenciais, exceto em superfícies em que a criança possa se machucar. Não compre sapatos grandes demais -- o ideal é deixar um espaço de cerca de um dedo entre o dedão e a ponta do sapato. Se você não consegue sentir o dedão, é porque o sapato é duro demais para uma criança desta idade. E, já que o negócio do seu filho é chão, incentive-o a treinar novos movimentos, caso ele esteja andando firme. Mostre como se abaixar e levantar para pegar coisas interessantes do chão, agachando e ficando de pé sem precisar segurar em nada. Se seu filho ainda não anda, calma. Resista à tentação de colocá-lo num andador, pois esses equipamentos não são recomendados por especialistas.

Comunicação cada vez melhor
Com 1 ano e 1 mês, as crianças costumam ter um vocabulário de três ou quatro palavras ("mamá" e "papá" são bons candidatos), mas não se preocupe se seu filho ainda não disser nada. A aquisição da linguagem nessa fase é passiva: elas ouvem tudo e vão arquivando, para usar mais tarde. Mesmo que ainda não fale, seu filho vai mostrar o que quer -- apontando, virando a cabeça, ficando mole como minhoca para ir para o chão. Converse com a criança o tempo todo, numa voz "adulta", contando o que está fazendo. Músicas acompanhadas de gestos fazem sucesso com os pequenos (como "Fui morar numa casinha, nha, nha / infestada, da, da / de cupim, pim, pim..."). Ela começa a perceber as diferenças na entonação, e "conversa" com você, mesmo sem dizer nenhuma palavra inteligível.

Teste e aviso
Para ver se seu filho já compreende o conceito de que os objetos continuam existindo mesmo que não estejam à vista, coloque um brinquedo embaixo do sofá, da cama ou de um pano, na frente dele, e veja se ele vai procurá-lo no lugar certo. É com esta idade que as crianças começam a perceber que a coisa não sumiu só porque deixou de ser visível. E cuidado: ele está louco para encaixar uma coisa dentro da outra e apertar qualquer tipo de botão, para ver o que acontece. Atenção às tomadas, aos aparelhos eletrônicos e na cozinha, para evitar acidentes.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Desculpa, meu filho!


O fim de semana foi cheio de diversão para você!

Sábado para variar fomos à praia, a maré estava seca e você curtiu muito a areia e os banhos de mar. Depois fomos almoçar na sua bivó Zilá e à tardinha fomos passear na Praia de Iracema, tinha um monte de gente com patins, você andou muito e até comer areia você quis!

Domingo foi dia de aniversários. Pela manhã foi o da sua priminha segunda: Isabela (Bebela para os íntimos). A festa foi no play do Iguatemi, você brincou bastante! E à tarde foi o da sua amiguinha do prédio: Clara (Clarinha para o íntimos). Foi outra farra, mas para variar você só queria saber de uma bola que estava por lá e depois, só queria braço (e haja saúde para sua mammy aqui de salto alto).

Mas para mim o domingo ficou marcado por um algo ruim que te fiz, por isso queria te pedir perdão, meu amor... quando lembro de você andando para lá e para cá que nem uma barata tonta e "falando" alto para chamar atenção, meu coração dói tanto que não consigo segurar as lágrimas. Perceber sua inocência aflita me mata! Eu vivi muito o que te fiz passar na minha infância e sei como é ruim. Sempre me prometi nunca fazer um filho meu passar por isso e falhei com você. Me perdoa, meu filho... ser adulto é muito difícil e a mamãe promete não esquecer que você é um bebê que não tem culpa dos problemas de ninguém, não pediu para nascer e tem o direito de viver a infância como ela deve ser: cheia de alegria e nenhuma preocupação!

terça-feira, 9 de março de 2010

Prevenir é melhor que remediar!

Hoje foi dia de vacinação para você! Depois de mais de 6 meses sem ir a Clínica da Dra. Núbia, lá fomos nós para o pacote de vacinas de 1 ano - um pouco tarde por causa da sua indisposição depois da festinha do seu niver!

O que tínhamos para hoje:
* Tríplice Viral (Sarampo, Rubéola e Caxumba) - dose única
* Hepatite A - 1ª dose
* Varicela (Catapora) - 1ª dose
Você chegou lá todo feliz, brincando e correndo sem imaginar o que te esperava...
Quando entramos na salinha sua expressão já mudou: "humm, acho que conheço esse lugar... e essas pessoas de branco também... e essa seringa... me larga mamãe!"
A dra. me mandou sentar e te por no colo, e lá foi uma furada no braço esquerdo, outra furada na coxa esquerda e para terminar, outra furada no braço direito! Morro de pena de ver suas lágrimas caindo... mas graças a Deus passa rápido, logo você estava curtindo os peixinhos do aquário que tem por lá (super estratégico e providencial).
Ser criança é muito legal, pois passa do choro ao sorriso em uma questão de segundos, basta mudar o foco para outro lugar e pronto, tudo vira arco-íris de novo!
Além disso, mais um ponto para sua mamãe aqui que sempre te deu muito carinho e amor mas nunca te mimou. Caiu? Olha ali a bola, neném... e o choro é substituído por um olhar curioso!
Quem já viu alguma dor passar com alguém esfregando com toda a força o local machucado? Mania da maioria das pessoas... nãh!
Minha atitude é checar se o machucado não foi sério, SEM PEGAR, conversar mudando de assunto, mostrar algo interessante e dar água. Sempre funcionou: você só chora se o babado for sério... é muito feio menino dengoso demais! Tem que ser guerreiro!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Ainda mais mulher!

Filho, hoje é o Dia Internacional da Mulher, sabia?!
Seu pai junto com você me deram os parabéns...
Sabe que eu acho que mereço mesmo... hehe!
Antes de ser MÃE eu já achava difícil ser MULHER, para nós sempre é tudo mais complicado e piorado com as ocilações hormonais. Mulher é bicho esquisito, forte para muitas dores e problemas e um rio de lágrimas para uma palavra mal falada... bom, com o tempo você verá, pois entender, ninguém entende!
Depois de virar sua mammy, comecei a acreditar que realmente sou a MULHER MARAVILHA por pelo menos "tentar conseguir" dar conta de tantas funções! O babado não é mole não, viu?... desde a gravidez, passando pelo parto, amamentação e todo o cuidado e preocupação que acompanham a maternidade!
Ah, e tem seu pai, o trabalho, a casa... Ah, e tem "EU" também... sou ou não sou a mulher maravilha?!... rsrs... Só peço a Deus muita saúde para continuar nessa missão-jornada quíntupla!

"Mas é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana sempre..."

E também agradeço a Deus por ter me enviado um HOMEM como filho... acho que o negócio ia ficar ainda mais complicado, principalmente para o seu pai, se fossem 2 mulheres dentro de casa!
Bom, parabéns a todas as mulheres-maravilha, principalmente a sua vó Sussu, sua madrinha Tia Quel, sua bivó Maria e todas amigonas da sua mãe maravilha que acompanham o blog!

Te peço licença no teu blog para homenagear as mulheres!
Esse texto que li foi um "acorda, mulher" para mim, que querendo ser perfeita em tudo acabei quase me acabando!



‘Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana – e as unhas!
E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias. Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga.
Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.
Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da MAC. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante’.

Martha Medeiros é uma jornalista e escritora brasileira.

domingo, 7 de março de 2010

E haja passeio...

Fim de semana não dá mais para ficar em casa, pois você não pára mais quieto e adora rua (herdou, né?!).
Todos dizem: "Que saudade de quando estava na barriga ou quando era bebezinho, heim Rafaely?! E eu respondo: De jeito nenhum!!! Prefiro dez mil vezes me cansar correndo atrás de você pelo mundo, do que a indisposição da gravidez ou a "prisão" forçada e as noites de sono picado dos primeiros meses...
Quanto mais você cresce, aprende, se desenvolve... mais eu amo ser mãe! Prefiro mil vezes nossa interação de agora... Imagina quando você começar a falar e me chamar de mamãe (até agora, só rola "a bola" e "a pá")!
Sendo assim, lá vamos nós! Sábado de manhã, praia. De tarde, almoço na casa da Vó Zilá. De tardezinha, passeio na Beira-Mar (você ficou encantado com um grupo que estava por lá tocando e cantando músicas cristãs!). Hoje, café na Plaza e piscina no nosso ap. De tarde, almoço no Iguatemi... desta vez quase não conseguimos almoçar porque você se estressou e não queria ficar no carrinho. Depois de muito choro e paciência, você acabou se entretendo com uma garrafa plástica! Terminando a nossa vez, foi a sua vez. Te levamos para ver o dinossauro de novo, e novamente boca aberta!!! Você correu, brincou e fomos para casa. À noite, ainda rolou uma visita aos bivôs e muita brincadeira com a tia Quel e o primo Leandro!
UFA!!!... Gastou tanta energia que acordou de madrugada com fome!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Cada um no seu quadrado!

DEUS ME LIVRE!
No último post, quando escrevi sobre a volta a rotina, lembrei de um desafio que enfrentei: te acostumar a dormir no SEU quarto, ou melhor, acostumar seu pai com a idéia!
O desafio não foi contigo, filho, mas com o seu papaizinho, pois se dependesse dele, hoje estaríamos sofrendo com um bebê entre nós. Tive que ser firme e algumas vezes chegamos a discutir por isso, mas hoje colhemos os louros desta minha "irredutibilidade"!
Desde bebezinho, seguindo as dicas de sua vovó Sussu (que sofreu para me tirar da cama dela, tendo até que desmontar a cama!), te acostumei a dormir no seu bercinho, no aconchego do seu quarto todo montado para você aproveitá-lo e não para servir de enfeite!
Sempre fiz questão de me levantar para ir ao teu quarto para te dar de mamar... pois ali era o seu lugar!
Com relação a isso, você nunca deu trabalho... Logo não precisou que ninguém te pusesse nos braços para dormir. Te deitava no berço, conversava um pouquinho, te acarinhava e pronto... você adormecia! E é assim até hoje... inclusive você não gosta de dormir nos braços, pois não encontra posição e se sente preso! Ah... e adora seu paninho para se ninar!
Você realmente usa seu berço e seu quarto... com o auxílio da babá eletrônica tudo sempre corre bem... você no seu cantinho, sem medo, nós no nosso, sem remorso... e caso precise de nós, basta um chorinho ou um chamado que lá estamos nós, ao seu lado... e não você do nosso!
Além disso, o fato de você estar acostumado a dormir sozinho, nos dá liberdade de podermos sair um pouco à noite ou de te deixar para dormir nos avós, sem estresse!
Claro que às vezes a vontade é grande de ficar deitada bem pertinho de você, sentindo o seu cheirinho e o peso de seu braço ou sua perna sobre nós... mas infelizmente bebê se acostuma fácil... se fizermos com frequência, perdemos tudo o que já conquistamos!

Bom, lendo o texto abaixo, acho que acertei! Ponto para mim! Valeu, mammy!

Saiba o que fazer para não cometer os erros da maioria dos pais:
  1. Em primeiro lugar, desde pequeninho faça-o conviver no quartinho dele.
  2. A criança, desde bebê, precisa aprender a lidar e enfrentar os medos em seu próprio quarto para que se torne um adulto independente e confiante, capaz de suportar o desconhecido, respeitar sua individualidade e a dos outros.
  3. Até os 3 anos, os pequenos ainda não possuem elementos para lidar com o susto e não distinguem o medo. Assim, eles chamam a atenção dos pais e pedem ajuda para conseguir lidar com o que sentem. Os pais, por sua vez, temem deixá-los sozinhos no quarto ao lado.
  4. Muitas vezes, a criança não entende a relação entre os pais e acaba virando um competidor: como eles podem dormir juntos e ela, sozinha?
  5. É importante ajudá-lo a superar seus medos, que, muitas vezes, vêm de barulhos noturnos, como uma janela ou uma porta que bate, a torneira do banheiro que pinga ou o cachorro da família que circula pela casa. Assim, os pais devem levar o filho a um "passeio" pela casa e mostrar-lhe cada possibilidade de barulho. E vasculhar o quarto dele, procurando o motivo do medo, mostrando que não existe aquele tal monstro ou fantasma debaixo da cama. Abrir os armários, as gavetas, verificar prateleiras, caixa de brinquedos, ou seja, fazê-lo observar cada cantinho para ter certeza de que não há nada que possa causar temor. O pai ou a mãe pode sentar-se à beira da cama do filho e explicar que o quarto dele é um lugar seguro. Além de afastar os temores, a criança se sente amada e afasta aquela idéia de que a rejeitam quando a retiram do quarto do casal.
  6. Durante o dia, fiquem algum tempo com a criança no quarto. Mostrem a ela como aquele cantinho foi feito com todo amor, com uma cama confortável, edredon bem quentinho, objetos que ela tanto gosta, espaço para brincadeiras, para desenhar, dançar, ver vídeos infantis, olhar seus livrinhos, enfim, fazer suas atividades, além de descansar. É importante que o pequeno se afeiçoe ao espaço que lhe foi destinado na casa, para que à noite volte para ele sem problemas.
  7. Não pense duas vezes nem ceda a chantagens, como choros, gritos, súplicas: leve imediatamente seu filho de volta para a cama dele. Quantas vezes ele tentar dormir com vocês, repita a atitude. Uma hora ele desiste.
  8. Pais que trabalham fora, muitas vezes, sentem-se culpados pelo pouco tempo que dedicam ao filho e acabam não colocando os limites necessários à criança. Mas é importante que, mesmo que o tempo seja curto, pai e mãe conversem com o pequeno sobre como ele está se sentindo emocionalmente e expliquem o que for necessário para erradicar o medo.
  9. Nada de deixar acesa a luz principal do quarto infantil. Mas pode ter um foco de luz (abajur, um bichinho iluminado na tomada, estrelas no teto etc). Isso ajudará também, depois que ele deixar as fraldas, a fazê-lo chegar ao banheiro de madrugada, por exemplo.
  10. O presidente do Comitê de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro (Soperj), Roberto Santoro, observa: o hábito de deixar o filho dormir com o casal impede que a criança se desenvolva, reforçando indevidamente a dependência da mãe, o que certamente ocasionará problemas no futuro.
  11. Um pedido eventual de dormir com os pais, sem pretextar medo de algo sobrenatural ou sentimento de abandono, pode ser atendido. Mas, segundo Roberto Santoro, sempre "por tempo limitado, levando-se a criança de volta para sua cama".
  12. Quando ela fica doente, o ideal é que seja mantida em sua própria cama, recebendo os cuidados dos pais no quarto dela. Não deixe que seu filho, em algum momento, alegue uma doença fictícia como pretexto para dormir com papai e mamãe.
  13. Nada de deixar a criança dormir no sofá da sala, quando você e seu marido estiverem jantando ou vendo TV, para depois levá-la para a caminha. De alguma maneira, vocês estão mantendo a idéia de que o quarto dela não é um lugar seguro para dormir sozinha.
  14. O velho hábito de cantar canções de ninar, contar histórias (sempre leves, sem bruxas, monstros e personagens aterrorizantes) e conversar sobre as coisas boas que aconteceram durante o dia é ótimo para que seu filho durma tranqüilo.
  15. Caso a criança, ainda deitada no berço ou na cama dela, chore, chamando por você e pedindo para dormir no quarto do casal, vá até lá e converse com ela. Mas nada de tirá-la da caminha.
  16. Se houver necessidade, os pais devem se revezar no atendimento ao pequeno no próprio quarto dele. Assim, não precisarão levá-lo para sua cama e resistirão mais ao cansaço.
  17. O casal não pode, de maneira alguma, abrir mão de sua vida sexual para deixar o filho dormir em sua cama. Além de não fazer bem ao pequeno, fará mal ao casamento. Seu filho tem que entender que, à noite, o quarto do casal é um lugar privativo. Se essa privacidade for constantemente invadida, pode trazer problemas à relação.
  18. Mas pode haver um outro motivo para a permissão do pequeno durante a noite entre os pais: uma crise, mesmo velada, entre o casal. Dormir com a criança acaba desviando a atenção que deveria ser destinada aos problemas que estão atravessando e evita uma intimidade maior entre eles. Atenção: Resolvam seus problemas conjugais para não trazerem outros a seu filho.

Quais as desvantagens de deixar o bebê dormir na cama do casal?

É difícil partilhar a cama com um bebê que se mexe, dá pontapés e se contorce. Apesar de não ter que levantar várias vezes para ir ao quarto dele, se ele dorme na cama do casal, os pais não conseguem dormir bem e acabam tendo um sono agitado. Uma das principais desvantagens é que quanto mais velho o bebê fica mais díficil e esgotante será fazê-lo se habituar em seu próprio quarto, e a partilha da cama com ele acaba atrapalhando a vida do casal. O quarto deixa de ser do casal. Isso quando um não vai dormir em outro quarto porque a cama vai ficando pequena. Enfim, é um drama.

Como ajudar nossos filhos a dormir sozinhos?

- Crie uma rotina tranquila para que o bebê ou a criança perceba que a hora de dormir está chegando.
- Leia um livro quando ele se deitar na cama.
- Ajude a criança a escolher algo – um boneco, um livro ou um paninho – que possa levar para o berço ou para a cama. Ela se sentirá mais segura.
- Não acenda luzes no quarto. Se a criança não gostar de ficar no escuro, deixe uma luz acesa no corredor ou num cômodo próximo.

Tenho dito!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Muita praia... e comida!

Esse findi foi de praia. Com o sol e o calor que estão fazendo, nada melhor do que um banho de mar! Sábado e Domingo fomos para a Terra do Sol em busca de diversão e dos benefícios da água do mar... e haja secreção saindo do seu nariz!!!
Sábado ainda passeamos na pracinha e Domingo no Iguatemi - com direito a ver um robô dinossauro rex bem grandão - e na casa dos bivôs.
Para conseguirmos almoçar tranquilos, descobrimos uma técnica para te deixar quietinho no carrinho: te dar comida também! hehe... Funciona que é uma beleza!
Com tanta programação, você já dormiu melhor!!!

Ah... Hoje você voltou a jantar "comidinha"! Assistindo o Hi-5, comeu quase tudo e depois ainda rolou sorvete de creme com abacaxi (mas você prefere o de cajá!).
Depois da felicidade de te ver comer bem novamente, fiquei te admirando (babando) enquanto você terminava de assistir seu programa favorito! É muito legal ver suas reações às músicas e diálogos dos personagens! Todo empolgado... e eu toda babada! rsrs
Depois do banho, te pus no berço, rezei contigo, fiz cosquinha, dei um pouquinho de leite e você dormiu... tudo como era antes no quartel de Abrantes... Graças a Deus, a rotina e a paz voltaram a reinar!