O desafio não foi contigo, filho, mas com o seu papaizinho, pois se dependesse dele, hoje estaríamos sofrendo com um bebê entre nós. Tive que ser firme e algumas vezes chegamos a discutir por isso, mas hoje colhemos os louros desta minha "irredutibilidade"!
Desde bebezinho, seguindo as dicas de sua vovó Sussu (que sofreu para me tirar da cama dela, tendo até que desmontar a cama!), te acostumei a dormir no seu bercinho, no aconchego do seu quarto todo montado para você aproveitá-lo e não para servir de enfeite!
Sempre fiz questão de me levantar para ir ao teu quarto para te dar de mamar... pois ali era o seu lugar!
Com relação a isso, você nunca deu trabalho... Logo não precisou que ninguém te pusesse nos braços para dormir. Te deitava no berço, conversava um pouquinho, te acarinhava e pronto... você adormecia! E é assim até hoje... inclusive você não gosta de dormir nos braços, pois não encontra posição e se sente preso! Ah... e adora seu paninho para se ninar!
Você realmente usa seu berço e seu quarto... com o auxílio da babá eletrônica tudo sempre corre bem... você no seu cantinho, sem medo, nós no nosso, sem remorso... e caso precise de nós, basta um chorinho ou um chamado que lá estamos nós, ao seu lado... e não você do nosso!
Além disso, o fato de você estar acostumado a dormir sozinho, nos dá liberdade de podermos sair um pouco à noite ou de te deixar para dormir nos avós, sem estresse!
Claro que às vezes a vontade é grande de ficar deitada bem pertinho de você, sentindo o seu cheirinho e o peso de seu braço ou sua perna sobre nós... mas infelizmente bebê se acostuma fácil... se fizermos com frequência, perdemos tudo o que já conquistamos!
Bom, lendo o texto abaixo, acho que acertei! Ponto para mim! Valeu, mammy!
Saiba o que fazer para não cometer os erros da maioria dos pais:
- Em primeiro lugar, desde pequeninho faça-o conviver no quartinho dele.
- A criança, desde bebê, precisa aprender a lidar e enfrentar os medos em seu próprio quarto para que se torne um adulto independente e confiante, capaz de suportar o desconhecido, respeitar sua individualidade e a dos outros.
- Até os 3 anos, os pequenos ainda não possuem elementos para lidar com o susto e não distinguem o medo. Assim, eles chamam a atenção dos pais e pedem ajuda para conseguir lidar com o que sentem. Os pais, por sua vez, temem deixá-los sozinhos no quarto ao lado.
- Muitas vezes, a criança não entende a relação entre os pais e acaba virando um competidor: como eles podem dormir juntos e ela, sozinha?
- É importante ajudá-lo a superar seus medos, que, muitas vezes, vêm de barulhos noturnos, como uma janela ou uma porta que bate, a torneira do banheiro que pinga ou o cachorro da família que circula pela casa. Assim, os pais devem levar o filho a um "passeio" pela casa e mostrar-lhe cada possibilidade de barulho. E vasculhar o quarto dele, procurando o motivo do medo, mostrando que não existe aquele tal monstro ou fantasma debaixo da cama. Abrir os armários, as gavetas, verificar prateleiras, caixa de brinquedos, ou seja, fazê-lo observar cada cantinho para ter certeza de que não há nada que possa causar temor. O pai ou a mãe pode sentar-se à beira da cama do filho e explicar que o quarto dele é um lugar seguro. Além de afastar os temores, a criança se sente amada e afasta aquela idéia de que a rejeitam quando a retiram do quarto do casal.
- Durante o dia, fiquem algum tempo com a criança no quarto. Mostrem a ela como aquele cantinho foi feito com todo amor, com uma cama confortável, edredon bem quentinho, objetos que ela tanto gosta, espaço para brincadeiras, para desenhar, dançar, ver vídeos infantis, olhar seus livrinhos, enfim, fazer suas atividades, além de descansar. É importante que o pequeno se afeiçoe ao espaço que lhe foi destinado na casa, para que à noite volte para ele sem problemas.
- Não pense duas vezes nem ceda a chantagens, como choros, gritos, súplicas: leve imediatamente seu filho de volta para a cama dele. Quantas vezes ele tentar dormir com vocês, repita a atitude. Uma hora ele desiste.
- Pais que trabalham fora, muitas vezes, sentem-se culpados pelo pouco tempo que dedicam ao filho e acabam não colocando os limites necessários à criança. Mas é importante que, mesmo que o tempo seja curto, pai e mãe conversem com o pequeno sobre como ele está se sentindo emocionalmente e expliquem o que for necessário para erradicar o medo.
- Nada de deixar acesa a luz principal do quarto infantil. Mas pode ter um foco de luz (abajur, um bichinho iluminado na tomada, estrelas no teto etc). Isso ajudará também, depois que ele deixar as fraldas, a fazê-lo chegar ao banheiro de madrugada, por exemplo.
- O presidente do Comitê de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro (Soperj), Roberto Santoro, observa: o hábito de deixar o filho dormir com o casal impede que a criança se desenvolva, reforçando indevidamente a dependência da mãe, o que certamente ocasionará problemas no futuro.
- Um pedido eventual de dormir com os pais, sem pretextar medo de algo sobrenatural ou sentimento de abandono, pode ser atendido. Mas, segundo Roberto Santoro, sempre "por tempo limitado, levando-se a criança de volta para sua cama".
- Quando ela fica doente, o ideal é que seja mantida em sua própria cama, recebendo os cuidados dos pais no quarto dela. Não deixe que seu filho, em algum momento, alegue uma doença fictícia como pretexto para dormir com papai e mamãe.
- Nada de deixar a criança dormir no sofá da sala, quando você e seu marido estiverem jantando ou vendo TV, para depois levá-la para a caminha. De alguma maneira, vocês estão mantendo a idéia de que o quarto dela não é um lugar seguro para dormir sozinha.
- O velho hábito de cantar canções de ninar, contar histórias (sempre leves, sem bruxas, monstros e personagens aterrorizantes) e conversar sobre as coisas boas que aconteceram durante o dia é ótimo para que seu filho durma tranqüilo.
- Caso a criança, ainda deitada no berço ou na cama dela, chore, chamando por você e pedindo para dormir no quarto do casal, vá até lá e converse com ela. Mas nada de tirá-la da caminha.
- Se houver necessidade, os pais devem se revezar no atendimento ao pequeno no próprio quarto dele. Assim, não precisarão levá-lo para sua cama e resistirão mais ao cansaço.
- O casal não pode, de maneira alguma, abrir mão de sua vida sexual para deixar o filho dormir em sua cama. Além de não fazer bem ao pequeno, fará mal ao casamento. Seu filho tem que entender que, à noite, o quarto do casal é um lugar privativo. Se essa privacidade for constantemente invadida, pode trazer problemas à relação.
- Mas pode haver um outro motivo para a permissão do pequeno durante a noite entre os pais: uma crise, mesmo velada, entre o casal. Dormir com a criança acaba desviando a atenção que deveria ser destinada aos problemas que estão atravessando e evita uma intimidade maior entre eles. Atenção: Resolvam seus problemas conjugais para não trazerem outros a seu filho.
Quais as desvantagens de deixar o bebê dormir na cama do casal?
É difícil partilhar a cama com um bebê que se mexe, dá pontapés e se contorce. Apesar de não ter que levantar várias vezes para ir ao quarto dele, se ele dorme na cama do casal, os pais não conseguem dormir bem e acabam tendo um sono agitado. Uma das principais desvantagens é que quanto mais velho o bebê fica mais díficil e esgotante será fazê-lo se habituar em seu próprio quarto, e a partilha da cama com ele acaba atrapalhando a vida do casal. O quarto deixa de ser do casal. Isso quando um não vai dormir em outro quarto porque a cama vai ficando pequena. Enfim, é um drama.
Como ajudar nossos filhos a dormir sozinhos?
- Crie uma rotina tranquila para que o bebê ou a criança perceba que a hora de dormir está chegando.
- Leia um livro quando ele se deitar na cama.
- Ajude a criança a escolher algo – um boneco, um livro ou um paninho – que possa levar para o berço ou para a cama. Ela se sentirá mais segura.
- Não acenda luzes no quarto. Se a criança não gostar de ficar no escuro, deixe uma luz acesa no corredor ou num cômodo próximo.
Tenho dito!

Um comentário:
Amiga
Você é demaaaaaaais nos posts do blog... Adooooooro! Outro dia estava tendo a mesma discussão com umas meninas do trabalho. A gente tem que ser firme mesmo... Pena que meu pequerruxo ainda não tem um lugar legal pra ficar... Ele dorme no nosso quarto, mas na cama dele... Daqui uns dias vamos organizar o quarto dele para ficar "cada um no seu quadrado"...
Beijos!!!
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