domingo, 31 de julho de 2011

Do berço para a cama!!!

Sábado foi dia de mudanças... a começar pelo cabelo!
Depois de almoçar no Center Box, passar na Baby Center para comprar a grade da sua cama e um conjunto de cama, e em outra loja comprar um colchão novo para as nossas colunas sofridas, fomos cortar seu cabelo no Dr. Cabelo. A moça que sempre corta não estava por lá e um homem cortou. Você novamente se comportou como um rapaz, o cara foi que exagerou no corte e te deixou um "indiozinho"!
Depois fomos dar uma volta na Praia de Iracema que estava lotada! Você andou de bike e curtiu uns bichos de madeira que estavam expostos por lá. Comeu a pipoca básica enquanto assistia a galera do patins passar para lá e para cá, fazendo manobras e levando tombos. Passamos para pegar nosso jantar e fomos para casa mortos de cansados, os três.
Ainda tive que arrumar sua cama com a colcha nova e as grades, organizar bem o espaço para não termos acidentes logo no primeiro dia e finalmente de coloquei para dormir! Quando eu estava vestindo seu pijama, você disse: "vou dormir aqui!". Você adorou a novidade e não deu nenhum trabalho. A sua noite foi tranquila, a minha é que foi agitada, pois qualquer barulhinho eu achava que você tinha se levantado achando que estava no berço e tinha caído de cara no chão!
Graças a Deus, essa transição foi tranquila... mas deixei o berço lá, montadinho, caso haja algum retrocesso.

A transição do berço para a cama.
Esse é um grito de liberdade que, associado aos primeiros passos, pode transformar a casa em um local pouco seguro para esses desbravadores infantis. A saída do berço pode tanto ser algo natural como sofrido para cada criança. O estímulo, a orientação e a conversa aberta, explicando os motivos da troca podem ajudar nesse caminho.
Quando o berço, ao invés de reter e proteger a criança, passa a ser um "obstáculo a ser transposto" ou quando o bebê resolve que ele quer deixar de ser bebê e crescer, fiquem atentos. Essas podem ser ótimas dicas de quando iniciar esse processo, a princípio, baixando as grades do berço e orientando essa criança sobre as formas adequadas e os riscos ao subir e descer, para não se machucar.
Entre os 2 e os 4 anos de idade a curiosidade, a maior capacidade física e a consciência corporal facilitam o senso de exploração do mundo ao redor. Mesmo assim, nenhuma mudança deve ser brusca e tudo deve ser conversado e explicado, mesmo que seja uma decisão já tomada, sendo interessante que a criança possa até participar da escolha e da compra da sua cama nova e de seus complementos (lençóis, travesseiros, etc.), sendo cúmplice dessa transformação.

A primeira cama deve ser baixa, mais acessível, com cantos arredondados, inicialmente com uma meia grade, para proteção contra quedas, que pode ser retirada quando a criança estiver segura e adaptada. Para evitar que a criança prenda sua cabeça nas grades, os espaços entre as colunas devem ser pequenos. Nunca coloque essa cama perto das janelas.
Explique as razões da cama, valorizando a mudança, o novo espaço e observe as reações da criança. Se vocês perceberem algum sinal de insegurança não eliminem o berço de vez. Se houver espaço, mantenham-no no mesmo quarto, ao lado da cama, para que a criança se habitue a esse ritual de passagem. O sumiço do berço pode ser encarado como um castigo ou uma punição e isso não costuma ser bem aceito pela criança, interferindo, diretamente, em sua quantidade e qualidade de sono, bem como em sua confiança nas atitudes de seus pais.

Uma dica: nascimentos e irmãos, separações, mudanças de escola ou de casa podem adiar o momento adequado para essa novidade.

Manhã de domingo chuvosa, e nós fomos bater o nosso ponto na padaria Plaza.
Você todo rapaz segurando o guarda-chuva!

Depois de você almoçar em casa, fomos almoçar no Parque Recreio com seus avós paternos, o Tia Dadau, a Tia Leila e o Guigui!
Você simplesmente se esbaldou nos brinquedos em companhia do primo.


 Não olhou nem para trás, entrou nos brinquedos sem pedir licença. Escorregou várias vezes e morreu de pular no pula-pula!
Safadinho, só imitando o outro primo, Pepe!
Felicidade por ter com quem brincar!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ter filho não é pra todo mundo

Publiquei um artigo com o nome do título do post no meu facebook e mandei por email para os amigos da lista e gerou uma certa polêmica... Mas o que quero esclarecer é que não estou julgando ninguém, nenhuma mãe moderna, nenhuma mãe ou pai com mais de 1 filho... pois tudo é relativo. O que é certo e melhor para mim, não significa que será para os outros. Concordo com o texto porque para mim funciona, para eu conseguir ser uma mãe "de verdade", dentro do que eu acredito ser mãe "de verdade", não cabe ter mais de um filho... de acordo com a minha estrutura emocional e financeira, de acordo com o tempo que tenho, ter só VOCÊ, que já me realiza plenamente como mãe, é o que quero, é o que me faz feliz, é o que me permite ser mãe de verdade!
O que mais me impressiona é ser, muitas vezes, mais criticada por querer ter "só" 1 filho do que aquelas mães que têm 2, 3 ou mais, mas que, na verdade, não assumem suas responsabilidades e se dizem mães... é ser chamada de egoísta por não querer te dar um irmão e aquelas mães que não abdicam de nada pelos filhos não serem... Me sentiria muito mais culpada, egoísta e individualista se não fosse capaz de trocar uma noitada com os amigos para estar com você às 6h da manhã do outro dia... se não fosse capaz de passar o dia inteiro na praia pulando ondinhas e fazendo castelos e piscininhas do que bebendo cerveja e comendo caranguejo... se não fosse capaz de diminuir a malhação para sobrar mais um pouquinho do meu tempo livre para você...
EU, Rafaely, acredito que preciso (e quero) fazer isso agora, nos seus primeiros anos de vida, quando você mais precisa de mim... graças a Deus e a ajuda de seu pai, encontrei o equilíbrio e tenho conseguido realizar com mais serenidade todos os papéis que me cabem e quase todos os interesses pessoais e desejos que tenho. Como sempre disse minha mãe: "tudo a seu tempo"... agora, na minha opinião, é tempo de ser mais mãe do que Rafaely (sem deixar de ser Rafaely, é claro... é só uma questão de prioridade)... e chegará o tempo em que voltarei a ser mais Rafaely e menos mãe (sem deixar de ser mãe, é claro... ai é uma questão biológica mesmo)...
Não quero, em hipótese alguma, ser superprotetora, estar presente 24 horas do dia em sua vida e muito menos mimá-lo... quero sim, te criar para o mundo, feliz e independente e preparado para ele! Quero fazer parte da sua vida, a parte de mãe que me cabe, nem mais e nem menos... mas confesso, se tiver que pecar, prefiro pecar por excesso, pois acredito que nesse caso o excesso traz menos consequências desastrosas que a falta.
Quero continuar passando os fins de semana sem babá, só nós 3... quero continuar compartilhando um monte de momentinhos do seu dia durante o tempo que tenho na semana, sem deixar de fazer outras coisas que gosto (namorar o papai, malhar, sair com os amigos...)... Quero saber contar a sua vida, quero conhecer o que você sente e pensa, quero ser sua amiga... quero estar presente nas suas melhores lembranças da infância. Aos poucos, enfatizo, AOS POUCOS, com o amor, a segurança e os ensinamentos que tento te passar, você vai formando sua personalidade, se estruturando emocionalmente de forma tranquila e saudável e se tornando pouco a pouco um ser independente e mais preparado para tomar as suas próprias decisões e atitudes... aos poucos, tudo acontece... o que não dá é querer lavar as mãos agora, na frágil e importante fase da infância, e simplesmente te jogar no mundo... minha missão de mãe, vou cumprí-la com a consciência tranquila que estou fazendo o meu melhor... tentando seguir o que acredito ser mais "perfeito" para nós 3 como família... POR TUDO ISSO e mais outras coisitas... seremos SEMPRE (se Deus quiser) e "SÓ" NÓS 3!

Bom, segue o texto polêmico!


Vamos ser francos: quem realmente tem capacidade para se dedicar a uma criança como deveria. Faça a análise antes de ter uma
por José Martins Filho


Será que todos os seres humanos precisam ser pais? Não sei. Cuidar bem de uma criança, além de ser de sumária importância, dá um trabalho danado. Crianças choram à noite, nem sempre dormem bem, precisam de cuidados especiais, de limpeza, de banho, alimentação, ser educadas e acompanhadas até a idade adulta. E, principalmente: crianças precisam da presença dos pais, sobretudo as menores, que requerem a mãe na maior parte de seu tempo. Não é dando dois beijinhos pela manhã antes de ir para a creche, ou colocando a criança para dormir à noite, que será possível transmitir segurança, afeto e tranquilidade. Escuto muito a seguinte frase: “Doutor, o que interessa é a qualidade do tempo junto e não a quantidade”. Duvido. Diga ao seu chefe que você vai trabalhar apenas meia hora por dia, mas com muita qualidade. Certamente ele não vai gostar. Seu filho também não.

Sejamos sinceros, nem todo mundo está disposto a arcar com esse ônus. Talvez seja melhor adiar um projeto de maternidade, e mesmo abrir mão dessa possibilidade, do que ter um filho ao qual não se pode dar atenção, carinho e presença constante. Lembre-se que é preciso dedicar um tempo razoável: brincar junto, fazer os deveres de casa, educar, colocar limites.

Como fazer tudo isso e ainda continuar no mercado de trabalho? Usando seu horário de almoço para comer junto com seu filho. Fazendo visitas na creche durante o dia. Passeando no final de semana, em atividades em que a criança seja prioridade, como praia, parques, jogos em conjunto. Por favor, isso não inclui shopping center.

Sou obrigado a fazer todas essas coisas? Claro que não. Mas ser pai e ser mãe também não é uma obrigação, sobretudo nos dias de hoje em que a vida oferece infinitas possibilidades. Trata-se de uma escolha. E, como toda escolha, pressupõe que você abra mão de outras tantas. O que se propõe? A volta da mulher à condição de dona de casa? Também não. O que se propõe é a conscientização da paternidade e maternidade. A infância determina a vida de todos nós. Ela é fundamental para a existência humana. Na esfera psíquica, os primeiros dois anos significam a base da construção de uma personalidade saudável. A violência, a agressividade, a falta de ética, a amoralidade dos tempos modernos não são apenas fruto de dificuldades econômicas e sociais, mas da falta de amor, educação, limites.

Com a vida moderna, as crianças passaram a ocupar um papel secundário ou terciário na vida familiar. Lembre-se de que o futuro da humanidade vai depender dessas crianças que, provavelmente, chegarão aos 100 anos de idade. Fico triste quando, no consultório, a mãe não pode estar presente, ou o pai. E nem mesmo a avó: apenas a babá.

Deveríamos fazer uma análise tranquila antes da maternidade ou da paternidade. Queremos mesmo mudar nossa vida? Vamos ter condições de participar intensamente da vida desse novo ser? Se lograrmos essa consciência, tenho certeza de que o mundo irá melhorar.

José Martins Filho é médico pediatra, autor do livro A Criança Terceirizada, professor e pesquisador do Centro de Investigação em Pediatria

domingo, 17 de julho de 2011

2 anos e 5 meses

 

Com quase 2 anos e meio, as crianças adoram se envolver em todo tipo de "projeto" pela casa, mas digamos que arrumar a bagunça que fica depois não é lá a parte preferida delas.
Se o seu filho faz uma verdadeira revolução por onde quer que passe, experimente os truques a seguir para mostrar que limpeza também faz parte da brincadeira:
- Quando ele acabar de montar um quebra-cabeça ou jogo de encaixar peças, ajude-o a desmontar tudo e colocar de volta bem rápido (ele vai se divertir com a "destruição")
- Se ele adora pintar, vai gostar de ver depois como dá para colocar as canetinhas de volta na caixa por ordem de cor, de maneira bem artística.
E não se esqueça de sempre elogiar as iniciativas de limpeza e arrumação dele, mesmo que o resultado final não seja perfeito.

DESENVOLVIMENTO
Desenvolvimento motor: dons artísticos
Logo logo você vai notar algumas mudanças naqueles rabiscos irreconhecíveis. Em uma primeira etapa, por volta de 1 ano, 1 ano e meio, tudo o que seu filho conseguia fazer era segurar o giz de cera com praticamente a mão toda e movimentá-la ao acaso pelo papel. Depois passou a fazer linhas mais retas, valendo-se mais do pulso.
Por volta de 2 anos e meio, os dedos passam a ter mais agilidade, e muitas crianças já conseguem segurar o lápis entre o dedo indicador e o polegar. Com isso, têm melhor controle do que fazem e algumas formas começam a aparecer, como círculos ou linhas curvas de um arco-íris.
Incentive os dotes artísticos tendo em casa bastante material para brincar, como giz de cera, canetinhas, tinta, argila ou massinha (fique de olho no selo do Inmetro para garantir que são apropriados para a idade da criança). Não se preocupe muito com resultados "concretos", já que o que importa mesmo agora é o "fazer".

Atenção para detalhes
É impressionante o olho e o ouvido que crianças desta idade têm para detalhes. O que ocorre é que tantas coisas e experiências novas criam uma atenção especial para sons, cores, tamanhos e movimentos que a maioria de nós nem percebe mais. Não se surpreenda ao ouvir comentários sobre o "tiquetaque do relógio" ou o "chapéu azul do carteiro".
Seu filho vai também perceber relação entre características similares, como a barba do vovô e a barba do Papai Noel.
Toda essa atenção com os detalhes explica por que ele nota tão rápido uma mudança na disposição dos móveis da sala, um corte de cabelo novo ou a página arrancada de um livro (e geralmente pede para que tudo volte a ser como antes!).
Desenvolvimento emocional e social: volta no tempo
Não seria uma maravilha se o desenvolvimento só fosse feito de avanços? Só que, como praticamente tudo na vida, às vezes os passos são para a frente e às vezes para trás. Por exemplo, uma criança que já dormia bem a noite toda começa a acordar de novo todos os dias às três da manhã. Ou a chupeta que estava perdida e esquecida volta com força total para a boca.
Crianças regridem dessa forma por vários motivos, como estresse (bebê novo em casa, volta da mãe ao trabalho, pai demitido, briga de casal, comportamentos agressivos por parte dos pais) ou medo (do escuro, de um monstro, de separação dos pais). O empenho muito forte em aprender uma nova habilidade também pode levar ao "esquecimento" de outra.
Se isso acontecer, o melhor que você tem a fazer é dar muito carinho e segurança, sem criar grandes dramas. Não é o fim do mundo ceder um pouco, só deixando claro os limites ("Sim, pode ficar de fralda por umas horinhas e depois a gente volta para a cueca, tá?"). Crianças crescem, não tem jeito, e não vai demorar para que ele mate a saudade do comportamento de "bebê" e esqueça do assunto.
Caso ache que realmente há algo de errado, não hesite em conversar com o pediatra. É raro, mas pode acontecer de uma disfunção física provocar a perda de habilidades previamente conquistadas.

É meu!
É quase regra: crianças de 2 anos brincando acabam disputando o mesmo brinquedo. Elas tendem a ser superprotetoras em relação a seus objetos, e a capacidade de emprestar e dividir só vai surgir de verdade daqui um ou dois anos. Para evitar disputas acirradas, você pode:
• Usar bastante as palavras "dividir", "emprestar" e "compartilhar" ("Quer que a mamãe empreste a revista para você ver?").
• Apartar as brigas tirando o objeto do desejo e redirecionando as crianças para outra atividade ("A boneca vai descansar agora. Vamos fazer bolhinhas de sabão?").
• Planejar atividades em que cada criança possa ter um item próprio, como brincar com massinhas ou desenhar na cartolina.
• Elogiar seu filho quando dividir algo com um coleguinha. A chamada técnica do reforço positivo dá muito certo.

Desenvolvimento da memória
Do que será que uma criança de 2 anos consegue se lembrar? Cada dia mais coisa. Existe um jeito de pensar conhecido como pensamento simbólico, o que basicamente quer dizer que ela consegue ver com os olhos da mente. À medida que experiências e hábito criam novas conexões no cérebro, cresce a capacidade de acessar essas imagens captadas no dia-a-dia.
Daí ela se lembrar de como é o urso que perdeu, da rua da casa da vovó, da comida que comeu na festa do amigo ou do programa que fez com você no fim de semana passado.
Estimule esses alicerces da memória fazendo muitas perguntas sobre coisas que ela sabe ("Como é mesmo que se chama a mãe do Felipe?") e, ao anoitecer, faça uma retomada de tudo o que aconteceu durante o dia ("E depois que você almoçou, a gente foi aonde?").

Meu Comentário: Quanto a participar de projetos, você sempre topa qualquer atividade, adora ajudar em tudo. Já tem habilidade para segurar um lápis e desenha círculos, linhas retas e pontinhos. Sem dúvida, você é super detalhista, curioso e observador. Nota tudo, comenta coisas que nos passaram desapercebidas. Conhece o caminho de casa e dos lugares que costuma ir. Canta músicas. Graças a Deus, não houve nenhum "regresso", você continua dormindo bem, já está começando a deixar a fralda... até porque não tem motivos para isso: nada de brigas na sua frente nem irmãozinho novo para gerar ciúmes. Só o bico é que está difícil de largar, esse nunca foi esquecido! No geral, você divide bem suas coisas, algumas vezes rola algum estresse, mas nada que não consigamos contornar. Seu problema maior é a birra mesmo, quando quer uma coisa e é frustrado, pode esperar o escândalo!!! E a memória? Ah, esse é perfeita... você lembra de tudo, principalmente do que lhe prometem.