terça-feira, 30 de março de 2010

Cortando (de novo) o cordão umbilical

Depois de intermináveis dias decidindo se devia ou não viajar com seu pai e deixá-lo "sozinho", resolvemos ir para o Rio... comecei a pensar em todos os detalhes para não te faltar nada (depois de você, viajar demanda muito mais preparativos). Falamos com seus avós paternos para ficarem com você (sua vó Sussu vai fazer um exame amanhã para poder se operar novamente), falamos com a Manu para ficar no feriado, fiz supermercado de suas coisinhas, fiz uma lista com sua rotina completa e ainda tentei gravar uns programas do Hi5 (não deu certo)!...mas o mais difícil me aguardava!
Só não foi pior porque me despedi de você hoje cedo, como de costume para você ir para a casa do vô Franzé e da vó Sussu - eles é que iam te deixar mais tarde na casa do vô Rubens e da vó Zilá. Não fui trabalhar e aproveitei o dia para tomar banho de lua, ajeitar o cabelo, arrumar as malas, fazer unhas... acabou passando tão rápido que tivemos que sair correndo para o aeroporto. Quando finalmente parei já dentro do avião, me bateu uma tristeza enorme, uma saudade de você, um remorso matador que quase saio "voada" do avião... Não há frase melhor que traduza a maternidade: "ser mãe é um eterno complexo de culpa!"... Chorei e passei o vôo todo pensando em você que cheguei a achar que ia estragar todo a viagem.
Chegando no Rio, falei com sua vó Sussu e seu pai falou com sua vó Zilá, as duas disseram estar tudo bem, e ai consegui começar a me acalmar e curtir mais seu pai e a viagem. "A dor é inevitável, o sofrimento opcional". Eu escolhi não sofrer...
Mas o que senti no momento em que me vi partindo para longe de você é difícil de explicar, é impressionante a relação de dependência que há entre mãe e filho, é como se aquele cordão umbilical que foi cortado no momento do parto ainda existisse de forma abstrata, mas muito real! Ambíguo, né?! Mas é assim a avalanche de sentimentos de uma mulher, principalmente uma mulher-mãe-esposa-filha... é muita gente para dar atenção, para não decepcionar... aff!
Bom, mas acho importante passarmos por isso desde agora, pois sei que devo criá-lo para o mundo, tê-lo como filho amado mas sabendo que pouco a pouco precisarás cada vez menos de mim e que um dia partirás para viver a tua vida, buscando teus objetivos... que espero que faças com a sólida formação que desde já estamos tentando te passar!
Que missão!
Até a volta, meu filho!

2 comentários:

Anônimo disse...

Ai amiga!!! Só de pensar deu um aperto no meu coração... O Victor vai fazer 3 anos e nunca, nunca passei mais que uma noite longe dele... Vc ainda andou ensaiando um fim de semana ou outro... Eu, nem isso... Acredito que terei o mesmo sentimento...
Tô tentando programar algo para o fim do ano, 4 dias só, mas se não bastasse a minha mente a mil ainda tem o pai, enchendo de perguntas e suposições...

Anônimo disse...

...
Espero que a viagem tenha sido boa e que o pequeno tenha ficado bem por aqui,
Beijos!
Lu