terça-feira, 5 de outubro de 2010

Hora de escolher a escola

Sábado passado, li uma matéria do jornal O POVO que me lembrou de uma decisão importante que precisamos tomar: escolher a escola para você estudar! Só de pensar em mais essa mudança (de rotina, de logística, de despesa, de estrutura necessária, de vida...) já estava me tirando o sono.
O primordial é que a escola fosse adequada ao ensino que queremos para você: um ensino que estimule o pensar, a criatividade, a atitute... e não que te ponha dentro de um método rígido e sem liberdade para se expressar! Isso tudo acompanhado por professores com formação adequada e competentes. O construtivismo é que mais se encaixava nessa ideia!

Bom, mas também era importante o ambiente da escola, a flexibilização de horários, a proximidade de casa, os valores... enfim, são muitas variáveis que eu pensava precisar ir em muitas escolas para conseguir decidir.

Já havíamos ido no Colégio Batista (onde eu e seu pai estudamos a vida toda). Lé é bem legal, mas sempre quis que você começasse em uma escola menor, com mais cara de "lar doce lar", com mais cara de casa (uma extensão)...
Então fomos hoje visitar o Espaço Ativo, a escola que seus amiguinhos do prédio (Bianca, Zoé, Igor, Levi e Clarinha) estudam. E adivinha? ADORAMOS!!! O método deles é o construtivismo, baseado na contação de histórias (essa você vai gostar!). O Infantil fica todo em salinhas abertas fechadas apenas com cerquinhas de madeira, com banheiro dentro da sala. Tem 1 professora e 2 auxiliares para 16 alunos. Tem refeitório e cantinho do sono com mesas, cadeiras e camas do tamanho de vocês. Tem piscina, parquinho e uma salinha com TV para esperar os pais. Eles têm um sistema de câmeras que os pais podem acompanhr os filhos pela internet. Tem também Colônia de Férias. O horário é flexível com várias opções de entrada e saída. O preço está na média e é super perto de casa... Ah, e você também adorou! Ficou explorando todos os espaços e vendo admirado algumas atividades que rolavam por lá (capoeira, por exemplo).Bom, acho que estamos quase decididos por esta. Vou tentar dar uma olhada em outras escolas ainda antes de bater o martelo.
Obrigada, meu Deus, por abrir esse caminho tão lindo e perfeito para NÓS 3!!!

Segue a reportagem que do O POVO:

Como escolher a escola dos filhos?
O que deve pesar na hora de decidir onde realizar a matrícula dos filhos? O POVO conversou com especialistas da área de educação e descobriu o que os paisdevem levar em consideração antes da decisão final

Pais, preparem-se: no mês de outubro, começam as promoções para a matrícula dos filhos em escolas particulares. Em meio a um turbilhão de publicidade, na maioria das vezes, estão confusos pai e mãe. A hora de escolher um novo colégio para crianças e adolescentes – seja pelo início da vida escolar ou pela troca de instituição – é um processo longo e cansativo. E exige paciência na procura de escolas condizentes com a ideia do que os responsáveis esperam para o futuro dos filhos.

É fundamental conhecer a proposta pedagógica da instituição. “A didática é uma indicativa sobre o que a escola pensa sobre a educação. Os pais devem estar em sintonia com a proposta”, apresenta a professora do curso de Psicologia da Universidade de Fortaleza (Unifor), Cristiana Amorim. A professora vê desvantagens, por exemplo, numa política educacional que separa os alunos em turmas especiais. Essa formação de classe, segundo ela, prejudica não somente aquele aluno excluído, que não foi o escolhido. Mas também assevera que o bom aluno seja tratado apenas como alguém que tira boas notas. “A separação influencia na identidade do estudante, visto somente como alguém que produz”, opina a Cristiana Amorim.

Psicólogos e pedagogos fazem coro ao afirmar que a didática não deveria ser a única das preocupações. Uma boa estrutura para práticas esportivas, aulas que fujam das normas curriculares, como dança, música e outras artes devem somar pontos positivos na escolha. De acordo com a vice-diretora da Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Ceará, a professora Maria Isabel Ciasca, para uma boa opção é básico que os pais visitem o maior número de colégios. “Percebo que muitos responsáveis deveriam sentir como o filho é visto dentro da escola. Conhecer os setores que trabalham com ele, para que o se sintam seguros”.

Maria Isabel elege como exemplo de uma boa opção escolas que periodicamente realizam visitas de campo. Segundo ela, todas as áreas podem colaborar para a formação integral do aluno. “Não só a formação ‘conteudista’, de passar conteúdos em sala de aula. As escolas devem contribuir para o desenvolvimento da personalidade, no trabalho em equipe e na convivência com outros colegas”, pontua.

Para ajudar na escolha, é preciso desistir de encontrar a “melhor escola”. Os especialistas asseguram que ela simplesmente não existe. "O que encontramos são escolas que priorizam o conteúdo e escolas que privilegiam as atividades que estimulam a curiosidade, o gosto pelo saber, a cidadania e o pensamento autônomo”, aponta a psicóloga Cristiana Amorim. A melhor opção deve ser definida a partir do que os pais esperam da educação dos filhos.

Na escolha do colégio, a relação entre os valores que os pais carregam e os que são transmitidos pela escola deve pesar, segundo a psicopedagoga Marta Maria Costa Leal. Ela atua em uma escola de médio porte na Parquelândia, e diz que não é propício, por exemplo, um pai liberal matricular o filho numa escola extremamente rígida. Até para o entendimento da criança quanto às regras de ensino. É importante saber de que forma a escola trabalha”.

DICAS
Os pais devem visitar várias escolas e questionar as suas proposta pedagógica. Depois, é preciso analisar se a linha da escola é adequada aos valores da sua família e também ao temperamento da criança.

No ensino médio, impor uma escola ao adolescente é um erro. A opinião dele deve ser levada em conta.

Quanto à participação da família na vida escolar, é importante ser uma mãe ou pai interessado nos estudos do filho, mas a confiança na escola é primordial. A adequação dos métodos pedagógicos é importante.

PRINCIPAIS MÉTODOS

Tradicional - Como o próprio nome já diz, a transmissão do conteúdo educacional se faz de forma convencional, concentrando-se na figura do professor, com aulas expositivas e sequenciadas, com ênfase na repetição de exercícios para a memorização do conhecimento. O sistema de avaliação, feito através de provas, leva em consideração a quantidade de informações absorvidas pelo aluno. Nessa corrente, enquadra-se o método sintético, em que a criança é alfabetizada aprendendo as letras, seguida das sílabas ou fonemas e, por fim, as palavras.

Crítico-social - A atuação da escola, tida como agente transformador da sociedade, consiste na preparação do aluno para o mundo adulto, incentivando-o a uma participação ativa em comunidade. Não separa o conteúdo de ensino da realidade social, enfatizando a importância do saber histórico diante das questões vividas na atualidade. O aluno participa ativamente do processo de aprendizagem,utilizando suas experiências pessoais e sociais par confrontá-las com o que é apresentado pelo professor. Além disso, ele é incentivado a reavaliar criticamente todo o conhecimento que recebe, sem que se pratique uma pedagogia ideológica.

Construtivista - Focada na língua escrita, o construtivismo parte do princípio de que a criança descobre regras essenciais de alfabetização (como ler da esquerda para a direita) antes mesmo de ingressar na escola. Por isso, defende que boa parte dos aluno pode se alfabetizar sozinha se estiver imerso em um ambiente que o estimule (ambiente alfabetizante). É um método que colocou em questão a eficiência das tradicionais cartilhas e o processo de repetir, recitar, aprender e ensinar o que está pronto, já que o conhecimento não é algo terminado e, sim, construído através do fazer, agir e criar resultante da interação com o meio. A educação é construída com o trabalho de alunos e professores diante de práticas sociais de leitura e escrita, que são trabalhadas em sala.

Libertador - Com o objetivo de desenvolver a conscientização do indivíduo, o professor atua com os alunos na coordenação das atividades em sala de aula, que são fundamentadas na discussão de temas sociais e políticos, pertencentes à realidade vivida em conjunto. Por isso, ultrapassa os limites da pedagogia, agindo também no campo da economia, política e ciências sociais. Baseada na autogestão pedagógica, popularizou-se por ser amplamente defendida pelo educador e filósofo Paulo Freire.

Renovado - O centro da atividade escolar é o aluno, que é valorizado como ser livre, ativo e com muita disposição para adquirir conhecimento. É ele quem guia o processo de aprendizagem, sendo o professor, um facilitador do ensino e o ambiente, um meio estimulador. A ideia é que o indivíduo “aprenda fazendo”, por isso, baseia-se na experimentação, na pesquisa, na descoberta e no estudo do meio natural e social, sempre levando em consideração os interesses dos estudantes.

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