Então fomos hoje visitar o Espaço Ativo, a escola que seus amiguinhos do prédio (Bianca, Zoé, Igor, Levi e Clarinha) estudam. E adivinha? ADORAMOS!!! O método deles é o construtivismo, baseado na contação de histórias (essa você vai gostar!). O Infantil fica todo em salinhas abertas fechadas apenas com cerquinhas de madeira, com banheiro dentro da sala. Tem 1 professora e 2 auxiliares para 16 alunos. Tem refeitório e cantinho do sono com mesas, cadeiras e camas do tamanho de vocês. Tem piscina, parquinho e uma salinha com TV para esperar os pais. Eles têm um sistema de câmeras que os pais podem acompanhr os filhos pela internet. Tem também Colônia de Férias. O horário é flexível com várias opções de entrada e saída. O preço está na média e é super perto de casa... Ah, e você também adorou! Ficou explorando todos os espaços e vendo admirado algumas atividades que rolavam por lá (capoeira, por exemplo).
Bom, acho que estamos quase decididos por esta. Vou tentar dar uma olhada em outras escolas ainda antes de bater o martelo.O que deve pesar na hora de decidir onde realizar a matrícula dos filhos? O POVO conversou com especialistas da área de educação e descobriu o que os paisdevem levar em consideração antes da decisão final
Pais, preparem-se: no mês de outubro, começam as promoções para a matrícula dos filhos em escolas particulares. Em meio a um turbilhão de publicidade, na maioria das vezes, estão confusos pai e mãe. A hora de escolher um novo colégio para crianças e adolescentes – seja pelo início da vida escolar ou pela troca de instituição – é um processo longo e cansativo. E exige paciência na procura de escolas condizentes com a ideia do que os responsáveis esperam para o futuro dos filhos.
É fundamental conhecer a proposta pedagógica da instituição. “A didática é uma indicativa sobre o que a escola pensa sobre a educação. Os pais devem estar em sintonia com a proposta”, apresenta a professora do curso de Psicologia da Universidade de Fortaleza (Unifor), Cristiana Amorim. A professora vê desvantagens, por exemplo, numa política educacional que separa os alunos em turmas especiais. Essa formação de classe, segundo ela, prejudica não somente aquele aluno excluído, que não foi o escolhido. Mas também assevera que o bom aluno seja tratado apenas como alguém que tira boas notas. “A separação influencia na identidade do estudante, visto somente como alguém que produz”, opina a Cristiana Amorim.
Psicólogos e pedagogos fazem coro ao afirmar que a didática não deveria ser a única das preocupações. Uma boa estrutura para práticas esportivas, aulas que fujam das normas curriculares, como dança, música e outras artes devem somar pontos positivos na escolha. De acordo com a vice-diretora da Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Ceará, a professora Maria Isabel Ciasca, para uma boa opção é básico que os pais visitem o maior número de colégios. “Percebo que muitos responsáveis deveriam sentir como o filho é visto dentro da escola. Conhecer os setores que trabalham com ele, para que o se sintam seguros”.
Maria Isabel elege como exemplo de uma boa opção escolas que periodicamente realizam visitas de campo. Segundo ela, todas as áreas podem colaborar para a formação integral do aluno. “Não só a formação ‘conteudista’, de passar conteúdos em sala de aula. As escolas devem contribuir para o desenvolvimento da personalidade, no trabalho em equipe e na convivência com outros colegas”, pontua.
Para ajudar na escolha, é preciso desistir de encontrar a “melhor escola”. Os especialistas asseguram que ela simplesmente não existe. "O que encontramos são escolas que priorizam o conteúdo e escolas que privilegiam as atividades que estimulam a curiosidade, o gosto pelo saber, a cidadania e o pensamento autônomo”, aponta a psicóloga Cristiana Amorim. A melhor opção deve ser definida a partir do que os pais esperam da educação dos filhos.
Na escolha do colégio, a relação entre os valores que os pais carregam e os que são transmitidos pela escola deve pesar, segundo a psicopedagoga Marta Maria Costa Leal. Ela atua em uma escola de médio porte na Parquelândia, e diz que não é propício, por exemplo, um pai liberal matricular o filho numa escola extremamente rígida. Até para o entendimento da criança quanto às regras de ensino. É importante saber de que forma a escola trabalha”.
DICAS
Os pais devem visitar várias escolas e questionar as suas proposta pedagógica. Depois, é preciso analisar se a linha da escola é adequada aos valores da sua família e também ao temperamento da criança.
No ensino médio, impor uma escola ao adolescente é um erro. A opinião dele deve ser levada em conta.
Quanto à participação da família na vida escolar, é importante ser uma mãe ou pai interessado nos estudos do filho, mas a confiança na escola é primordial. A adequação dos métodos pedagógicos é importante.
PRINCIPAIS MÉTODOS
Tradicional - Como o próprio nome já diz, a transmissão do conteúdo educacional se faz de forma convencional, concentrando-se na figura do professor, com aulas expositivas e sequenciadas, com ênfase na repetição de exercícios para a memorização do conhecimento. O sistema de avaliação, feito através de provas, leva em consideração a quantidade de informações absorvidas pelo aluno. Nessa corrente, enquadra-se o método sintético, em que a criança é alfabetizada aprendendo as letras, seguida das sílabas ou fonemas e, por fim, as palavras.
Crítico-social - A atuação da escola, tida como agente transformador da sociedade, consiste na preparação do aluno para o mundo adulto, incentivando-o a uma participação ativa em comunidade. Não separa o conteúdo de ensino da realidade social, enfatizando a importância do saber histórico diante das questões vividas na atualidade. O aluno participa ativamente do processo de aprendizagem,utilizando suas experiências pessoais e sociais par confrontá-las com o que é apresentado pelo professor. Além disso, ele é incentivado a reavaliar criticamente todo o conhecimento que recebe, sem que se pratique uma pedagogia ideológica.
Construtivista - Focada na língua escrita, o construtivismo parte do princípio de que a criança descobre regras essenciais de alfabetização (como ler da esquerda para a direita) antes mesmo de ingressar na escola. Por isso, defende que boa parte dos aluno pode se alfabetizar sozinha se estiver imerso em um ambiente que o estimule (ambiente alfabetizante). É um método que colocou em questão a eficiência das tradicionais cartilhas e o processo de repetir, recitar, aprender e ensinar o que está pronto, já que o conhecimento não é algo terminado e, sim, construído através do fazer, agir e criar resultante da interação com o meio. A educação é construída com o trabalho de alunos e professores diante de práticas sociais de leitura e escrita, que são trabalhadas em sala.
Libertador - Com o objetivo de desenvolver a conscientização do indivíduo, o professor atua com os alunos na coordenação das atividades em sala de aula, que são fundamentadas na discussão de temas sociais e políticos, pertencentes à realidade vivida em conjunto. Por isso, ultrapassa os limites da pedagogia, agindo também no campo da economia, política e ciências sociais. Baseada na autogestão pedagógica, popularizou-se por ser amplamente defendida pelo educador e filósofo Paulo Freire.
Renovado - O centro da atividade escolar é o aluno, que é valorizado como ser livre, ativo e com muita disposição para adquirir conhecimento. É ele quem guia o processo de aprendizagem, sendo o professor, um facilitador do ensino e o ambiente, um meio estimulador. A ideia é que o indivíduo “aprenda fazendo”, por isso, baseia-se na experimentação, na pesquisa, na descoberta e no estudo do meio natural e social, sempre levando em consideração os interesses dos estudantes.
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