terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Noites viradas, Pediatra e Festa da PR/CE

...Parecia que você estava adivinhando que já íamos fazer uma "farrinha" sem você!
De ontem para hoje, viramos à noite contigo reclamando e chorando de meia em meia hora! Só foi dormir pesado de novo quase 4 horas da manhã na nossa cama!
Apesar disso, acordou com o pique de sempre, só com o nariz meio escorrendo.
Sorte que tínhamos consulta marcada com seu pediatra, depois de vários meses, Dr. João Nelson! Eu não pude ir, pois tinha que organizar umas coisas da festa e me arrumar também, então o papai foi com você.

O doutor disse que era só uma gripezinha, uma virose que está dando por causa do calor mesmo, passou o Kaloba de sempre e lavar o nariz com soro. A consulta, na verdade, foi mais falando de comportamento e educação, pois você deu um show por lá... muito choro, muita birra... Foi ótimo o papai ter ouvido os conselhos do doutor para pegar firme, e não deixar a coisa desandar... nessa fase, você testa a gente e precisamos mostrar quem "manda"!
Pausa para um texto providencial:

Pais não são amigos
Muitos pais procuram ajuda, pois não conseguem controlar seus filhos pequenos. São crianças muito novas, entre dois e cinco anos e que ganharam de seus pais o direito de assumir a função que antes era deles.
Como assim? Com alguns subterfúgios, incluam-se as birras, a criança consegue reverter a decisão dos pais a seu favor, mesmo que não seja a mais adequada.
No começo, acham que é uma gracinha, pois demonstra que seu filho "sabe o que quer", "tem opinião própria", etecetera e tal. Só que a criança não fica para sempre com a mesma idade... ela cresce e, sem limites, a situação se complica.
Os pais devem compreender que não podem ser amigos dos próprios filhos, pois na amizade supõe-se uma interação linear, quer seja, não há hierarquia e todos se manifestam da maneira que têm vontade, algumas vezes com muito exagero. Os pais podem e devem ter atitudes amigas, mas não são amigos.
Pais são pais, devem dar as regras e limites de comportamento a seus filhos, pois estes não conseguem lidar sozinhos quando o problema é mais conflituoso ou quando as emoções se exacerbam.
Os pais devem ter autoridade sobre os pequenos, sem necessidade de serem autoritários. Basta que lhes expliquem o motivo pelo qual tomaram determinada decisão. E, uma vez tomada, mantê-la, para não confundirem a cabecinha deles. Para isso é preciso que reflitam antes sobre como desejam educá-los e, mais importante ainda, que o parceiro não o desautorize na frente deles.
Não enviem mensagens dúbias, aquelas que a criança compreende como lhe convém ou, ainda, não tomem decisões de acordo com o humor do momento. Sejam sempre claros e firmes.
É claro que algumas regras e limites têm prazo de validade. Conforme a criança se desenvolve e adquire mais autonomia e, com ela, maior responsabilidade, serão alterados. A criança precisa saber disto. Assim, informe-a dos que valem para sempre como respeito, honra, generosidade.
É através do limite que a criança passa a enxergar "o outro" e que vai assimilando que não se pode ter ou fazer tudo o que se deseja, principalmente se invadir o espaço alheio.
Se por muitas gerações a criança não teve vez ou voz ativa, parece que atualmente alguns pais são muito
permissivos, têm receio de impor limites, regras e valores sociais, com a compreensão de que lhes farão mal ou provocarão trauma psicológico. Puro engano. Certa dose de frustração não faz mal a ninguém e algumas satisfações terão que ser adiadas.
Há de se encontrar equilíbrio naquilo que se ensina e espera de uma criança. Ela tem que aprender que muitas e muitas coisas pode fazer e outras tantas, não. E lhe demonstrar que isto é verdadeiro.
Quando tiver que evitar um comportamento inadequado, pode lembrá-la de um positivo, esclarecendo que é mais saudável e aceita a substituição de um pelo outro. Sempre com muito carinho, compreensão e tranquilidade, pois criança não nasce sabendo como viver e se comportar em sociedade. Ela sempre vai precisar de um adulto responsável para lhe ensinar.


Vale a reflexão!

Bom, voltando ao resto do dia...
Depois da consulta, seu pai te deixou para dormir na casa dos seus avós Franzé e Sussu. Só assim tive coragem de deixá-lo meio doentinho para ir para uma festa!

À noite, fomos para a Confraternização de Natal do trabalho da mamãe (PR/CE).
Foi uma noite muito legal (apesar de ter sido mais uma noite pouco dormida)... estive com amigos queridos e colegas de trabalho que durante o ano, quase não temos tempo de sentar e conversar... me despedi da colega Luciana, que está indo embora para Sampa, e da amiga Ana Balbina, que está indo para o Rio... dancei muito também, coisa que há tempos não fazia... Marcou, também, a minha despedida da ASCOM (assessoria de comunicação), setor em que trabalhei desde 2006, e o começo de um novo desafio: trabalhar na Chefia como secretária.
Fui para casa com a sensação de dever cumprido depois de organizar 5 festinhas de Natal, desde que cheguei em Fortaleza. Agora passo a bola para quem queira pegar...

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