quinta-feira, 17 de março de 2011

2 anos e 1 mês

E a contagem progressiva continua...

DESENVOLVIMENTO

Desenvolvimento físico: energia e independênciaCom o andar firme e os passos mais equilibrados, seu filho já tem o caminhar mais parecido com o dos adultos, fazendo um movimento com os pés apoiados primeiro no calcanhar e depois nos dedos. Isso possibilita que ele tenha mais habilidade para correr, pular e jogar bola -- ótimas maneiras de gastar um pouco daquela aparentemente inesgotável energia.
Procure reservar um tempinho todos os dias para que ele realmente possa brincar fora de casa (ou do apartamento), em atividades ao ar livre que envolvam esforço físico. A movimentação do corpo ajuda a criar força e a melhorar a coordenação motora.
Essa coordenação também é essencial para os cuidados com a higiene que a criança começa a querer tomar conta por si só, como a escovação dos dentes e a lavagem das mãos. Por mais molhação que aqueles poucos minutinhos no banheiro causem, tente se conter e deixar que ela pratique um pouco, já que estes são importantes marcos de independência.


Destro ou canhoto?
No último ano, talvez você tenha notado uma certa preferência por uma mão ou outra, mas é daqui para a frente que o uso de uma delas será mais contínuo e ficará mais fácil de saber se seu filho é destro ou canhoto.

Na dúvida, você pode segurar um brinquedo a uma certa distância e observar qual das mãozinhas ele usará para pegá-lo. Outro truque é reparar com qual delas ele segura a colher para comer. A mão dominante geralmente é mais forte e hábil.
Uma minoria de crianças permanece ambidestra, ou seja, utiliza ambas as mãos igualmente, até um pouco mais tarde. Há ainda as que usam a mão dominante para se alimentar e escrever, porém a outra para jogar ou chutar uma bola.
Essa é uma herança basicamente genética. Somente 10% das pessoas são canhotas, mas, se pai e mãe forem, a chance de o filho ser também aumenta para de 50%.
O importante é não tentar mudar a preferência nata da criança, o que pode causar muita frustração e aborrecimentos, além de problemas futuros na escola.


Desenvolvimento emotivo e social: mordidas
Crianças desta idade costumam morder quando estão bravas ou se sentem ameaçadas, geralmente porque têm dificuldade de se comunicar melhor. Já que ações falam mais alto do que palavras, lá vão elas e…nhac!

Agora, só porque dá para entender, não quer dizer que seja um comportamento aceitável. Pelo contrário. Explique com calma e firmeza que isso não é permitido pelas boas regras de convivência, porque machuca as pessoas. Se a criança que foi mordida por seu filho estiver por perto, procure confortá-la.
Evite muito alvoroço no momento, porque isso muitas vezes só estimula o "mordedor" a fazer de novo para receber mais atenção. Mais tarde, volte a conversar sobre o assunto, sempre procurando explicar como proceder melhor: "Tudo bem que você ficou bravo porque o Pedro pegou seu brinquedo, mas não pode morder. Dá próxima vez, fala para ele não fazer isso ou chama a mamãe para ajudar".


Comportamento: medo do médicoA capacidade de formar imagens mentais que vão além do que vêem de concreto ao redor é terreno fértil para crianças de 2 anos desenvolverem todo tipo de medos. Junte a isso um desconforto natural com estranhos e a habilidade de lembrar de experiências passadas e é fácil de entender por que muitas delas acabam tendo pavor de ir ao médico.
Cabe a você tentar "desmistificar" a experiência, explicando sempre com antecedência o que vai acontecer no consultório ("Primeiro ele vai perguntar como você está, depois vai pedir para ouvir o seu coração, colocar aquela luzinha no ouvido…").
Nunca minta dizendo que a vacina não vai doer ou que nenhuma injeção vai ser aplicada desta vez. Melhor explicar que dói só um pouco, mas é rápido. Procure também se manter calma, porque elas são especialistas em decifrar expressões faciais e linguagem corporal.

Desenvolvimento da linguagem: sinais de alerta
Nem toda criança de 2 anos conversa de forma clara, usando frases completas. Algumas se valem de gestos ou de palavras bem básicas por meses a fio, enquanto outras até que falam, mas de um jeito que só mamãe e papai conseguem entender. A princípio não há motivo de alarme em ambos os casos, apenas mantenha a atenção para ajudar ao longo deste complexo processo.
Problemas de pronúncia são bastante normais (sendo a troca do r pelo l um dos mais comuns), assim como a troca de palavras na pressa de falar rápido e até gagueira, e geralmente nem requerem a intervenção de fonoaudiólogos.
Procure ajuda especializada se seu filho:
• Quase não falar nada
• Não imitar a linguagem dos outros
• Nunca fizer perguntas como "Qué isso?" ou não parecer frustrado por não ser compreendido.

Meu comentário: O que posso dizer? Você está em pleno desenvolvimento, progredindo em tudo: fisicamente, emocionalmente e intelectualmente! Você cresce super rápido, tem a estatura de menino de 3 anos! Brinca muito, tem muuuuita energia, adora correr, pular e andar de bicicleta. Acho que você vai ser destro mesmo, apesar de às vezes ainda usar a mão esquerda. Graças a Deus, se alimenta bem, só dá trabalho quando fica doente. Dorme bem, a noite toda! Aos poucos está ficando cada dia mais seguro, sempre ficou bem na casa dos avós e agora está um verdadeiro rapaz na escola. Nuca mordeu ninguém, nem bateu! A sua maneira de demonstrar descontentamento o defender o seu lado, é simplesmente puxar o que quer da mão do outro. Com isso, tem aprendido muito. A cada dia chega com novas palavras, e até frases, cantando músicas que a gente não consegue identificar, mas tem certeza que aprendeu por lá... O progresso na parte da fala é notável. Já fala o nome de todos da família, das professoras e colegas da escola. Identifica as cores. Já está começando a contar e reconhecer quantidades pequenas (1 e 2)... pede o que quer já com palavras... Enfim, você está show de bola. Só falta perder o "medo" do doutor...!

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